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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

coisas da vida

Hoje entrei no metro, abstraída nos meus pensamentos e a ouvir música como é habitual. Uma vez que os lugares estavam todos ocupados decidi encostar-me aos bancos. Ao meu lado estava um rapaz no qual eu reparei assim que entrei.

Era bonito e tinha um ar misterioso e intelectual. Ele estava a ler. Eu como sou bastante observadora, quando vejo alguém a ler fico sempre com uma relativa curiosidade de saber que livro se trata (não confundir com aquelas pessoas que estão ao lado feitas psicóticas a ler tudo o que o vizinho do lado escreve ou lê!). Estava a ler algo relacionado com Poirot, uma personagem dos livros da Agatha Christie, reconheci eu. Ele ia completamente absorvido pela leitura até que reparou que eu estava a ler de esguelha. Ups, apanhada. Houve ali uma troca de olhares constrangedora até que ele encostou o ombro dele no meu, quase num gesto de querer que eu tivesse acesso á leitura dele também. Ele estava tão próximo de mim que até me senti constrangida uma vez que não o conhecia de lado nenhum e ele estava ali ao pé de mim como se fossemos conhecidos á dez anos sob uma atmosfera estranha e intimista. 

Depois fechou o livro, olhou pelo canto do olho para mim e saiu na estação dele.

 

Fiquei com vontade de conhecer aquele desconhecido. Pequenos pormenores chamaram a minha atenção. Para mim não há coisa mais atraente num homem do que o gosto pela leitura, paixão pela literatura. 

Mas quantas vezes é que se trocam olhares com desconhecidos que nos chamam á atenção no meio da multidão nos mais variados lugares e quando cada um segue o seu caminho ficamos com a sensação que gostávamos de ter ido beber um café com essa pessoa? Não me digam que é só a mim que isto me acontece senão fico a achar que é o facto de estar solteira que me está a tornar um ser deveras descompensado. 

 

Bem-haja, Mia. 

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