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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

conflito interior

Vivo um permanente conflito interior no qual projecto todos os meus defeitos. Quando critico e condeno as atitudes de alguém para comigo sei que no fundo da minha existência, eu culpo-me pelas consequências que advertiram de determinado acontecimento. Sei que se alguém errar comigo eu vou acabar por direccionar a responsabilidade e a culpa para mim própria mesmo quando eu não sou a responsável e a culpada.

Sei que devia parar de me estigmatizar. Devia parar de contabilizar mentalmente todas as frases que me saem mal e todos os actos falhados. Sei que exerço uma pressão irrefutável sobre mim e que exijo tudo da minha alma. Tenho que parar de pensar que posso ter controlo sobre tudo porque quando algo foge a esse controlo eu sinto-me uma errante.

Isto acontece quando esboço simples palavras num papel e no final rasgo a folha porque nada do que escrevi faz sentido o suficiente para mim. E porque é que eu procuro de maneira inflamada e urgente um sentido puro e profundo para todos os fenómenos da vida?

Ultimamente tenho-me dedicado a introspecções sobre o meu passado que influenciou o que eu sou hoje e dou por mim a planificar o futuro para que me consiga tornar naquilo que eu pretendo ser. Quero polir as minhas arestas. Quero apenas tornar-me uma pessoa melhor. Vou acabar com as exigências interiores e viver através dos sonhos porque são os sonhos e a vontade de os realizar, mesmo que nunca se realizem, que nos tornam pessoas felizes. Não é necessário concretizar o sonho porque quando nos alimentamos dos fragmentos daquilo que desejamos ardentemente nós encontramos aquilo pelo qual procuramos todos os dias: o sentido da vida. 

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