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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

dactilografar

Gostava que um dia descobrisses o porquê da minha necessidade de metaforizar tudo. Talvez nunca tenhas pensado na possibilidade de os eufemismos não serem ténues o suficiente para mim. Aprendi a proteger-me com a ironia e com o sarcasmo e essa aprendizagem fez de mim aquela pessoa que vive no meio de figuras de estilo. E é ligeiramente complicado viver num mundo despersonalizado mas tratam-se de mecanismos inatos. Gostava de ser transparente mas a história conta que foi a transparência que exorcizou as imperfeições e os arrependimentos. Sei que os paradoxos dão cabo da vida e são absurdos mas é assim. Vou dactilografar até gastar os dedos. Até as palavras não caberem mais em mim. Mas eu nem acredito na teoria do dualismo por isso se o corpo morrer é porque desapareceu.  

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