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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

sobre o livre arbítrio

Por vezes sinto que tenho tanto para escrever que nunca escrevo nada. Na minha cabeça fervilham mil e uma ideias e projectos mas no fim acabo sempre por deixá-los planificados apenas em pensamento uma vez que nunca me permito a mim própria realizá-los. Não sei porque é que me tornei tão descrente nas minhas próprias capacidades. Foi algo gradual, como se eu não desse por isso. Dentro de mim passei a achar que os sonhos fazem parte da infância e que a idade adulta não me permite fantasiar. No entanto sei que nas profundezas do meu ser existe uma pessoa extremamente vanguardista, arrojada e extasiada mas que se deixa desvanecer pela descrença e pela letargia provocada pelo meio que a rodeia. Convivo com tanta gente que deixa os seus planos de vida a meio por não ter força de vontade o suficiente para os terminar que penso que me estou a tornar como eles involuntariamente. Mas eu sou uma sonhadora. Apenas deixei de acreditar um pouco em mim. Talvez porque é difícil tentar tantas vezes e aparecerem sempre tantos imprevistos e impedimentos.

Este texto não é sobre a força de vontade e os obstáculos da vida. É sim sobre o livre arbítrio. Porque enquanto tivermos livre arbítrio teremos a liberdade de escolher os nossos caminhos e tendo liberdade não poderá existir obstáculo que nos impeça de realizar o que mais ambicionamos.