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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

verdades sobre mim

No passado Sábado tive um jantar com a minha turma do secundário (que estranho dizer isto, ainda nem um ano passou). Não compareceu toda a gente porque quando o secundário termina há sempre uma outra pessoa que se revela uma verdadeira decepção. E essencialmente porque alguns estão a estudar noutras cidades ou países ou seguiram outros caminhos.

A verdade é que quando estou com pessoas fora daquele círculo de amigos com o qual eu sou “forçada” a relacionar-me por causa da V. eu sinto uma diferença abismal. Sinto sempre uma certa libertação porque sei que posso dizer os habituais disparates e arremessar as mesmas piadas de sempre uma vez que ninguém vai olhar para mim e pensar “ela é maluca”, aliás, no fim acabam todos a rir-se. No fundo sinto que consigo ser eu própria porque as pessoas certas despertam uma certa espontaneidade em mim.

Quem não me conhece julga que eu sou extremamente séria e arrogante mas quem convive comigo há algum tempo sabe que tenho sentido de humor e que sou naturalmente alegre. Eu sou aquele tipo de pessoas que quando fica deprimida atinge o limite da melancolia mas que não consegue permanecer num estado de tristeza e letargia permanente por demasiado tempo. O meu corpo e a minha alma pedem sempre mais. Mais experiências, mais aventuras, mais emoções. Sou viciada pela novidade. Tudo o que é novo me atrai. É por isso que eu não consigo ser ressentida com ninguém. Tenho propensão a esquecer mais cedo ou mais tarde tudo aquilo que toda a gente me faz ou diz de mal porque sinto que quanto mais tempo passo melindrada com tudo o que de mal se passa à minha volta me vou deixar consumir por tudo isso e aproveitar o mínimo da vida.

Quantas vezes disse que não ia dar segundas (ou terceiras, ou quartas…) oportunidades e no fim acabei por fazê-lo? Tantas. E é um grande defeito porque deixo bem claro que me podem magoar as vezes que quiserem que na maior parte dessas vezes eu vou perdoar. Mesmo que as coisas não voltem a ser como no passado eu acabo sempre por assentir, quer seja a nível do amor quer seja a nível de amizades. O que as pessoas não sabem é que eu consigo perdoar mas não consigo esquecer. 

Porquê Mia Wallace?

Ora bem, a pedido de muitas famílias (Quem é que eu quero enganar? Ninguém quis saber meus amigos!) irei revelar o porquê da escolha do nome "Mia Wallace" para o meu pseudónimo no blog.

Antes de mais quero explicar o motivo de ter decidido assinar os meus textos através um pseudónimo. Não, não sou uma espécie de Fernando Pessoa versão feminina (oh, tomara que fosse!). A principal razão é sem dúvida o anonimato. Quero ter a liberdade total para escrever. Para mim a escrita é uma espécie de catarse e sei que só me irei sentir confortável o suficiente a falar de várias situações e pessoas na minha vida sabendo que não me vão identificar. Sou eu que me permito a esta privacidade e à liberdade de pensamento, de opinião e de escrita. Eu não gostaria de escrever um texto e ver alguém no dia seguinte a dirigir-se a mim com perguntas como "porque é que falaste sobre mim no blog?" ou "a quem te estavas a referir no teu último texto?". No meu ponto de vista, hoje em dia a maior parte das pessoas acha que ser um "livro aberto" é que é. Mas não, é errado. Todos nós temos direito a ter segredos, desejos ocultos ou vontades omitidas. Porquê expor tudo ao ínfimo promenor? Eu gosto do factor mistério. E há coisas que só a mim me dizem respeito ou que na verdade não me sinto bem a conversar com amigos por isso é aqui que eu exponho os meus sentimentos, inquietações, questões retóricas, episódios divertidos e o meu dia-a-dia. Já ando por cá há quase dez anos. É verdade... O meu primeiro blog foi criado na época do "boom" de blogs, em 2006. E em 2014 ainda me encontro por aqui. Entretanto mudei de morada muitas vezes mas permaneço fascinada com este mundo desde o primeiro dia em que escrevi o primeiro post. Na altura assumia a minha identidade, algumas pessoas próximas de mim tomaram conhecimento de alguns blogs e à medida do tempo senti necessidade de ter um espaço só meu. Um espaço que só fosse lido por quem eu bem entendesse. E aqui estou eu, a escrever em nome de Mia Wallace.

Se existem por aqui amantes de cinema irão desde já reconhecer este nome. Eu adoro cinema e sou uma grande grande fã do realizador Quentin Tarantino, sendo que devoro mil e uma vezes todos os filmes dele. Sou fã porque adoro a genialidade dos diálogos, a violência e a rispidez nas palavras das personagens, as citações memoráveis e as histórias caricatas. Soretudo porque ele consegue transportar-me para o cinema que era feito antigamente e que de algum modo me fascina. Escolhi o nome Mia Wallace porque foi a personagem interpretada pela Uma Thurman no filme Pulp Fiction (1994) de Quentin Tarantino. A minha preferida de todos os filmes dele. Se nunca viram o filme e ficaram com curiosidade podem ver o trailer aqui ou clicar em algum dos link's que inseri acima. Recomendo-vos vivamente. 

 

Saudações cinematográficas,

Mia. 

 

PS: Ando a efectuar umas alterações no aspecto visual do blog por isso se virem isto tudo virado do avesso não estranhem. Sou apenas eu a tentar fazer disto algo bonito. 

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