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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

hoje em dia

Ao que parece tenho andado bastante ausente por aqui.

Passei o fim-de-semana enfiada em casa a recuperar do meu dente do siso. Muito obrigado a quem me desejou as melhoras. Admito que por vezes me assemelho a uma flor de estufa mas este fim-de-semana foi o pleno inferno na terra. Dores e mais dores apaziguadas por temporadas inteiras de "The Originals", "Pretty Little Liars" e "The Big Bang Theory".

A verdade é que a minha vidinha se está a revelar algo de bastante desinteressante nos dias de hoje. Os meus dias têm-se resumido ao trabalho e ao exercício de força de vontade para pegar nos livros e marrar, no verdadeiro sentido da palavra. Já me conheço suficientemente bem para saber que só quando faltarem cerca de duas semanas para o exame é que me vou lembrar que a minha entrada na faculdade depende em grande parte da minha nota e aí sim, vou ter o maior ataque de consciência da história da humanidade. 

O mais frustrante disto tudo é que me arrependo sempre da minha letargia e preguiça crónica, sabendo que poderia ter feito muito melhor se não estivesse tão ocupada a realizar tarefas tão interessantes e fulcrais para o desenvolvimento da humanidade como copiar o albúm dos Arctic Monkeys para o iPod ou rever os episódios das primeiras temporadas de True Blood. Quando me apercebo de tal procrastinação começo um processo de auto-julgamento mental.

Enfim, é a loucura. Sinto-me stressada e sei que isto não me vai correr bem porque passo os dias a dizer a mim própria "É hoje. É hoje que vou chegar a casa e vou pegar no caraças do livro de resumos e sacar um 18 nesse famigerado exame." e quando chega a hora da verdade eis que tal coisa não se verifica, nem de perto nem de longe.

Em termos de vida social isto também anda bastante paradinho, para não dizer nulo. Começo a achar que muita gente com quem me dou sofre de velhice precoce. Vão sair para os mesmos sítios aborrecidos de sempre, com as mesmas pessoas chatinhas de sempre e fazer as mesmas coisas desinteressantes de sempre.

A V. desaparece do mapa com a maior facilidade do mundo e está-se a revelar algo impossível marcar um simples café com ela. Parece que ter o dia totalmente desocupado deixa-nos sem tempo vontade para nada. (gostaram da ironia?)

Estou só à espera que a T. chegue do Algarve e combinar algo decentemente. Além disso nós já não nos vemos à praticamente um mês e sinto imensa falta das nossas conversas e das nossas piadolas parvas. Estar com a T. traz-me alguma estabilidade. Estabilidade que já não tenho com a V. Mas isso já são assuntos de outros capítulos, os quais já estou farta de escrever. As pessoas só se apercebem das atitudes idiotas que tomam no dia em que repararam que já são indiferentes aos outros.

 

Bem haja e muita paz, Mia.

 

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