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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

diálogos épicos

Ele: Quinta pela fresquinha, onde andas tu?

Eu: Quinta de manhã estou a trabalhar por acaso, desde as oito da manhã.

Ele: Até que horas?

Eu: Até às 15h.

Ele: Onde é o trabalho?

Eu: Ao pé do ***.

Ele: Como é que eu não sabia tal coisa?!

Eu: Porquê a surpresa? ahahah

Ele: Porque eu ando no *** e isso torna tudo mais fácil não achas? :D

Eu: Ahhh, pois... Tu andas lá, já não me lembrava de tal coisa vê lá tu.

 

*Eis que a Mia se submete a outro auto-julgamento mental enquanto se questiona retoricamente: "Onde é que tu tinhas a cabeça? Onde?!".*

Já esgotei a quota de desculpas. Já não posso dizer que a minha tia-avó teve uma apoplexia ou que me deu um ataque a meio da tarde e fui parar às urgências. O problema não é ele, sou mesmo eu que não estou disponível para este tipo de encontros.

verdades sobre mim

No passado Sábado tive um jantar com a minha turma do secundário (que estranho dizer isto, ainda nem um ano passou). Não compareceu toda a gente porque quando o secundário termina há sempre uma outra pessoa que se revela uma verdadeira decepção. E essencialmente porque alguns estão a estudar noutras cidades ou países ou seguiram outros caminhos.

A verdade é que quando estou com pessoas fora daquele círculo de amigos com o qual eu sou “forçada” a relacionar-me por causa da V. eu sinto uma diferença abismal. Sinto sempre uma certa libertação porque sei que posso dizer os habituais disparates e arremessar as mesmas piadas de sempre uma vez que ninguém vai olhar para mim e pensar “ela é maluca”, aliás, no fim acabam todos a rir-se. No fundo sinto que consigo ser eu própria porque as pessoas certas despertam uma certa espontaneidade em mim.

Quem não me conhece julga que eu sou extremamente séria e arrogante mas quem convive comigo há algum tempo sabe que tenho sentido de humor e que sou naturalmente alegre. Eu sou aquele tipo de pessoas que quando fica deprimida atinge o limite da melancolia mas que não consegue permanecer num estado de tristeza e letargia permanente por demasiado tempo. O meu corpo e a minha alma pedem sempre mais. Mais experiências, mais aventuras, mais emoções. Sou viciada pela novidade. Tudo o que é novo me atrai. É por isso que eu não consigo ser ressentida com ninguém. Tenho propensão a esquecer mais cedo ou mais tarde tudo aquilo que toda a gente me faz ou diz de mal porque sinto que quanto mais tempo passo melindrada com tudo o que de mal se passa à minha volta me vou deixar consumir por tudo isso e aproveitar o mínimo da vida.

Quantas vezes disse que não ia dar segundas (ou terceiras, ou quartas…) oportunidades e no fim acabei por fazê-lo? Tantas. E é um grande defeito porque deixo bem claro que me podem magoar as vezes que quiserem que na maior parte dessas vezes eu vou perdoar. Mesmo que as coisas não voltem a ser como no passado eu acabo sempre por assentir, quer seja a nível do amor quer seja a nível de amizades. O que as pessoas não sabem é que eu consigo perdoar mas não consigo esquecer.