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a complexidade das falácias

a complexidade das falácias

(des)conhecido

Tenho a dizer que sou uma pessoa que anseia desenfreadamente sair da sua zona de conforto, de pisar chão desconhecido e de me rodear de tudo aquilo que não conheço. E é minimamente estranho sendo eu uma pessoa não propriamente extrovertida á primeira vista. 

Desde miúda que sinto necessidade de sentir tudo intensamente, de viver de maneira louca. Sou impulsiva. E isso traduziu-se em muitos disparates e fases idiotas em que as hormonas conseguem prevalecer ao lado do cérebro. 

Felizmente ultrapassei esses devaneios provenientes dos dilemas do mundo louco adolescente. No entanto, hoje ainda me sinto muito imprevisível e impulsiva como á uns anos atrás. 

Acho que todos nós temos aquele sonho comum de meter a mochila ás costas e enveredar pelos bosques densos da floresta e eu fiquei ainda mais obcecada com essa ideia desde que comecei a ler Tolstoi. Assusta-me um bocado a saturação que sinto de Lisboa neste momento. No entanto hoje á noite vou passar pelo Bairro Alto a ver se o espírito nocturno lisboeta ajuda em alguma coisa este desânimo persistente. 

Na verdade estou completamente ansiosa que o próximo ano lectivo chegue para começar a colocar em prática tudo aquilo que tenho nesta mente que consegue ser sã e tresloucada no que toca a assuntos relacionados com o futuro e para ver (alguma) compensação derivada da vida lixada que tenho tido nestes últimos meses. 

Tenho sede de conhecimento, sede do desconhecido, sede de respirar ventos renovados. Definitivamente preciso de me dedicar a algo realmente produtivo. 


 

 

Deixo-vos com este vídeo sublime. Com amor,

Mia. 

segmento

Nos últimos dias tenho-me entretido a ler as inúmeras iniciativas literárias que tenho escrito nos últimos tempos e digo-vos eu: ainda bem. Tudo o que li remete-me única e exclusivamente para o seguinte pensamento indubitável: sou a rainha dos melodramas na blogosfera. (shame on me, eu sei.)

Como é que é possível, sendo eu uma pessoa com uma dose considerável de sentido de humor, escrever apenas sobre um desgosto amoroso? Tudo bem que foram dois anos mas também já chega de me centrar em algo que já nem sequer existe. 

A verdade é que eu estou farta de Lisboa. Uma cidade que amei com todas as minhas forças hoje não me diz absolutamente nada. As ruas lembram-me as noites de alcóol imprudente, os tempos de uma rebeldia deliciosa que existiu outrora, uma colecção de histórias épicas e um tanto surreais. No entanto também me relembram o sentimento de prisão que eu sinto todos os dias. 

Coimbra fazia-me renascer. Fazia-me descobrir novos lugares e vaguear com os olhos por todas as paisagens e caras novas. Tu proporcionaste-me uma liberdade que eu necessitava. No entanto ao mesmo tempo acorrentavas-me a ti. E eu não nasci para estar acorrentada, muito menos a alguém com mais seis anos do que eu e que é um indeciso. Já me deste demasiado a volta á puta da cabeça com as tuas indecisões e complicações.

Adeus.


Brevemente apresentarei um novo endereço que será um segmento deste blog. 

Mia.


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